segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Aula de PsicoTerapias Breves











As PsicoTerapias Breves são tratamentos de inspiração PSICANALÍTICAS, cuja duração é largamente inferior à de uma PSICANÁLISE CLÁSSICA (TEMPO LIMITADO). Enquanto que num tratamento PSICANALÍTICO a duração não é determinada de antemão, nas chamadas PsicoTerapias Breves é comum se fixar a sua duração previamente, e que ela seja mais curta - uns meses - a limitação temporal confere uma estrutura mais definida  “princípio, meio e fim”.



História dos conceitos iniciais de PsicoTerapias Breves, que pode ser considerada um instrumento terapêutico, o qual abarca as demandas de uma sociedade constituída pela a ideia de consumo e realização imediata dos desejos.

A PsicoTerapias Breves  corre o risco de ser agrupada entre paliativos, isto é, entre aqueles artefatos que oferecem um tipo de "solução mágica".


 Hoje sabemos que os antidepressivos TENTAM cumprir essa função de ALÍVIO sem implicar em qualquer tipo de elaboração PSÍQUICA. Frente a esse ambiente consumista, não se pode esquecer o fator técnico de que a PsicoTerapias Breves de base PSICANALÍTICA ainda tem como objetivo, auxiliar o indivíduo a pensar sobre os afetos e suas vicissitudes na vida cotidiana.

Hoje em dia, temos indivíduos que concebem a vida psíquica através do distúrbio e buscam a cura NeuroQuímica sem subestimar a importância dessas medicações). Tal fato leva a uma desvalorização do USO do PENSAMENTO como a ajuda para a compreensão das relações e das diferenças, Kehl (2002). Todavia, é inegável que as contingências atuais também provocam urgências e emergências, as quais acabam por solicitar um clínico uma terapia específica.



Lembramos que a PSICOTERAPIA BREVE é caracterizada pela existência de um “FOCO” ou “SITUAÇÃO PROBLEMA”, para que se possa realizar o trabalho clínico. E depende de um diagnóstico prévio ou de condições determinadas pelo local onde se aplica a PSICOTERAPIA BREVE, isto é, em hospitais e instituições, entre outros. Assimnesse contexto que a Psicoterapia Breve de Abordagem Psicanalítica surge. Não com pretensão de salvar a humanidade, mas de proporcionar ao homem melhor qualidade de vida.



PSICANÁLISE ---- É um método  baseado na investigação do significado INCONSCIENTE das palavras, das ações, das produções imaginárias (sonhos, fantasmas, delírios) de um indivíduo. Este método baseia-se principalmente nas associações livres do indivíduo, que são a garantia da validade da interpretação da resistência, da transferência e do desejo. O seu emprego é sinônimo de tratamento PSICANALÍTICO está ligado a este sentido; exemplo: começar uma análise.
PAPEL principal do PSICANALISTA - Conhecimento abrangente do ser humano. Desprendimento do seu “eu”. Segurança pessoal  capacidade inata de condução. Condições éticas pessoais. Ausência de imaturidade e nervosismo.


As motivações deve  analisar nos pacientes - curiosidade do paciente; habilidade do paciente em reconhecer que os problemas são de origem psicológicos;  participação ativa do paciente no processo de tratamento; introspeção e curiosidade sobre si mesmo; honestidade ao falar de si próprio; desejo de investigar, mudar  e passar por novas experiências; Reconhecer que a aplicação das técnicas depende do paciente. Com um real desejo de participar ativamente do processo; Estar aberto a novas ideias .
O objeto da psicoterapia  é o homem que sofre ou que faz sofrer. O seu objetivo é suprimir o sofrimento humano para seu restabelecimento e o perfeito equilíbrio de seu ser. Enfermo (Paciente indicado)  é todo aquele que solicita os serviços profissionais de um psicoterapeuta.
Existem VÁRIOS tipos de ENFERMOS e cada um necessita de um tipo de PSICOTERAPIA, voltada especificamente para o seu SINTOMA.  O homem está enfermo quando tem sua vitalidade insuficiente, tem uma integração defeituosa levando-o a ficar separado dos demais, quando existe muita  oscilação em sua emoções, com desvio de sua personalidade  e todos os que estão ao seu redor sofrem a consequência de suas crises.
“Vamos presumir que, por meio de algum tipo de organização, consigamos aumentar os números em medida suficiente para tratar uma considerável massa da população (...)”.   Defrontar-nos Vemos, então, com a tarefa de adaptar a nossa técnica às novas condições.” SIGMUND FREUD (1918)